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A mostrar mensagens de Novembro, 2018

A Burocracia Criativa

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Decompondo a expressão "burocracia criativa" em cada um dos seus elementos constituintes, temos duas coisas dificilmente conciliáveis... ou talvez não! Penso que o taoismo nos dá algumas chaves de leitura nesta questão: o "Yin" e "Yang" são conceitos que expõem a dualidade de tudo que existe no universo. ”Descrevem as duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas: o yin é o princípio feminino, noite, Lua, a passividade, absorção. O yang é o princípio masculino, Sol, dia, a luz e actividade. Segundo essa ideia, cada ser, objecto ou pensamento possui um complemento do qual depende para a sua existência. Esse complemento existe dentro de si. Assim, se deduz que nada existe no estado puro: nem na actividade absoluta, nem na passividade absoluta, mas sim em transformação contínua” (Wikipedia). A criatividade não é feita sem memória. A memória precisa também da criatividade e há estudos que demonstram que a criativida

How to Cope With Bureaucracy

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Singing In The Rain - Singing In The Rain (Gene Kelly) [HD Widescreen]

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The Umbrella

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Conseguirá o chapéu-de-chuva sobreviver ao mundo moderno?!

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Lembro-me de passear pelas ruas de Lisboa apoiando o movimento no meu chapéu-de-chuva. Sempre gostei deste gesto, diríamos hoje pouco inclusivo, um tanto ou quanto identificado com alguém de privilégio. Um sinal exterior de privilégio. E hoje os sinais de distinção escondem-se porque ninguém quer ser tido por ser "BCBG". Além disso, os hábitos estão infectados pelo que se deve ser: moderno. Pode andar-se de calças rotas na rua e com headphones e isso passa mais pelo que está correcto, do que uma pessoa a passear-se com chapéu-de-chuva, arremetendo-o para cima e para baixo, ao ritmo da sua passada. Isso é presunçoso. E são poucos os que o fazem. Quando andava num colégio e todos os dias envergava a farda, por vezes caminhava por Lisboa, nomeadamente quando estudei inglês no Cambridge Institute. Gostava muito daqueles passeios pelos Restauradores. Mas aí tinha 16 ou 17 anos. Vivia num mundo à parte. E passeava-me de chapéu-de-chuva para a frente e para trás. O chapéu-de-ch

A luz

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Hoje estive no Miradouro da Graça, espreitando a cidade de Lisboa depois duma volta demorada pela Feira da Ladra. Do alto, o busto de Sophia de Mello Breyner Andersen. Deveria gostar de se sentar por ali, gozando a luz de Lisboa em dias de Outono como o de hoje, espreitando os bairros e a diversidade do casario nesse arrevesado de ruelas que, como regatos, serpenteiam, se cruzam entre si, entrocam em rios maiores tipo eixo da Almirante Reis ou se esgotam já sem energia e cansadas em becos antigos, de paredes de cal desfeitas pelo tempo. Nas escadinhas do Chiado e de S. Paulo vemos as vistas que Botelho deixou impressas nas suas telas com inegável beleza, as casas de tons variados irradiam luz. O rio omnipresente, mesmo que não presente (passe-se a contradição). Diz José Gomes Ferreira: "Na primeira manhã que acordei em Lisboa - tinha eu quatro anos - vim brincar para a rua com outros garotos e apanhei uma pedrada que me marcou a testa para sempre. Na mesma ocasião, pegou-se-m