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A mostrar mensagens de Novembro, 2020

"E, para isso mostro-lhes o caminho seguro ...", dixit Eça de Queiroz

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Há cerca de 10 dias estive em Aljubarrota, mais concretamente no Centro Interpretativo da Batalha de Aljubarrota, muito bem feito e pedagógico.  As tropas portuguesas, naquele dia de 14 de Agosto eram várias vezes inferiores em dimensão às tropas castelhanas.  D. Nuno Álvares Pereira tinha batido o pé no conselho: de que se deveria dar pleito aos espanhóis; o  Rei não concordou com ele e o Condestável sai sozinho, pelo seu pé. A alternativa a uma refrega agora seria um avanço de D. Juan sobre Lisboa, que nós não iríamos conseguir aguentar era a tese de D. Nuno. Assim, seria melhor uma antecipação. Um ou dois dias depois, D. João I revê a sua posição e junta-se-lhe a ele. D. Nuno Álvares Pereira muda pelo menos uma vez de palco de operações, até encontrar aquele que melhor servia os seus intentos: apanhar os espanhóis sem que eles tivessem espaço para manobras: ao fim ao cabo, encurralá-los dentro dum desfiladeiro. A técnica de organização do seu exército tê-la-á aprendido na Guerra dos

Esta enorme curiosidade que faz atravessar o rio

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Dizia de si próprio George Steiner que em novo fazia listas de coisas que queria saber. Também Edgar Morin, em entrevista recente a uma jornalista portuguesa dizia que o que o mantém vivo (já passou os 90 anos) é uma enorme curiosidade e que, por causa dela, interessa-se por tudo, até pelo futebol... É capaz até de ensaiar que o futebol tem que ver com o pensamento complexo, veja-se o que ele diz: “Parece estranho, mas é o que discretamente propõe o sociólogo e filósofo francês Edgar Morin, autor de mais de 30 livros, no texto Epistemologia da Complexidade, publicado em Paradigmas, cultura e subjectividade (1996). Explica-se: visto em simplicidade, o futebol é só um jogo em que cada equipa procura marcar golos ao adversário; visto em complexidade, torna-se uma partida de estratégias, em cada equipa constrói um jogo para desconstruir o jogo adversário. “O futebol que vemos todas as semanas nos estádios é uma demonstração de complexidade”, escreve Morin, acrescentando que “com no

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Há momentos em que tudo pode mudar e se não formos prudentes e avisados, podemos cometer grandes erros. Decidir apressadamente ou de "cabeça quente" pode ser um perigo. Em diversas conversas que tenho tido com alguns amigos, temos reflectido na importância que é haver "massa crítica" e capacidade de análise, que o nosso País, a nossa cidade de Lisboa, por exemplo, sejam governados com inteligência e ponderação. Nestes últimos meses, devido à pandemia, tudo está a mudar e temos alguma dificuldade em nos situar.  Não podemos simplesmente "surfar" as ondas quando elas nos são favoráveis e, depois, deixar-nos a lamentar-nos nos períodos de escassez, num mar de águas paradas, onde falta o pão. É muito importante pensarmos a médio e longo prazo: onde queremos chegar como País? Onde queremos que a nossa cidade de Lisboa chegue daqui a uns anos? Tenho algum receio que nesta pandemia estejamos a seguir as respostas erradas.  Que avaliação económica por exemplo foi