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A mostrar mensagens de 2019

Coida o teu xardin

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Médicos e Advogados

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Ouvir um advogado da velha guarda é como ouvir o século XX, ou o século XIX, ou qualquer outra centúria ainda marcada pelas artes liberais. A figura clássica e em vias de extinção do advogado letrado é mesmo a nostálgica corporização do passado que está a desaparecer como a areia de uma ampulheta quebrada. Sim, em vias de extinção: o advogado clássico, homem de leis e letras, está para a sociedade como o lince está para a natureza. E esta rarefação do advogado é dramática para a sociedade, em primeiro lugar, e para os próprios advogados, em segundo lugar. Um jovem advogado que perceba apenas e só de leis está condenado, será um técnico de leis facilmente substituído pelo algoritmo. Para ser um advogado com uma compreensão da sociedade e do ser humano, o jovem amanuense das leis precisa de literatura, cinema, história, antropologia. E passa-se o mesmo com os médicos. Ainda há dias, ouvi um médico e professor de medicina dizer que é urgente recolocar as humanidades no centro do cu

Confiança Paciente

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Acima de tudo, confia no trabalho lento de Deus. Somos, naturalmente, muito impacientes em tudo para chegar ao fim sem demora. Gostaríamos de saltar os estágios intermediários. Ficamos impacientes por estarmos a caminho de algo desconhecido, algo novo. E, porém, a lei de todo o progresso diz que este é alcançado ao passarmos por alguns estágios de instabilidade - e que isso pode levar muito tempo. E, então, penso que o mesmo acontece contigo; as tuas idéias amadurecem gradualmente - deixa-as crescer, permite que tomem forma, sem pressa indevida. Não tentes forçá-las, como se tu pudesses ser, hoje, o que o tempo (ou seja, graça e circunstâncias, agindo em sua própria boa vontade) fará de ti, amanhã. Só Deus poderia dizer o que este novo espírito gradualmente a formar-se em ti, chegará a ser. Dá a nosso Senhor o benefício de acreditar que Sua mão está a guiar-te, e aceita a ansiedade de te sentires em suspenso e incompleto. P. Teilhard de Chardin

Tivoli, Memorias da Avenida

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Há uma herança que os que nos precederam deixaram e que é tão importante quanto as coisas físicas que nos passaram. Uma forma de estar e de cuidar do mundo, de olhar para e por ele. É um património imaterial, se quisermos "espiritual".   O livro "Cinema Tivoli, sobre a história de mais de 50 anos desta sala emblemática de Lisboa, é uma homenagem sentida - e agradecida - a tantos que foram "humildes servidores" da beleza e das artes. Antes de mais aos artistas, àqueles que fizeram sonhar, tornando as vidas daqueles que assistiram aos seus espectáculos, nem que seja por alguns instantes, lugares habitados pela poesia. Na efemeridade dum espectáculo somos por vezes visitados pelos anjos. Lembremo-nos do filme "Rosa Púrpura do Cairo", de Woody Allen, em que acontece o impossível:  a espectadora entra para dentro do filme, impulso que muitas vezes é o nosso, mas que, na realidade, se torna a metáfora por excelência de toda a grande obra de arte. Men

3, Beleza e contemplação. Na fragilidade do equilíbrio...

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Se me pedisses para escolher um quadro, uma escultura, um qualquer objecto de arte, o que traria comigo?  Gosto muito de Monet e das suas paisagens. A pintura impressionista é bela e dá alegria à vida.  Há um pintor holandês que me impressiona pelos ambientes interiores que cria, seu nome é Vermeer. Ele pinta o simples, pinta as pessoas no seu ambiente natural. Penso que é George Steiner que dizia que ele é tão bom que consegue pintar o silêncio. Dos pintores que mais me comovem certamente que Cézanne é um deles. Eu acho que há nas suas naturezas mortas algo de espiritual, uma luz que resplandece. Uma simples cesta de frutos é uma simples cesta de frutos, mas há nela uma tal irradiação que dá vida. É uma natureza morta... que vive, que tem luz própria. Outro Mestre que tem o condão de nos fazer despertar para a alegria de vida é Matisse. Faço uma citação (Matisse, Taschen): "A Clara MacChesnay, que se admirava, em 1913, que uma obra tão «anormal» tivesse como au

2. Beleza e contemplação. Com tempo contemplo!

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A arte não se inscreve naquele tipo de coisas que tem uma utilidade: tem mais que ver com o espiritual do que com o material , com aquela asserção de Cristo: "nem só de pão vive o Homem". Qual a utilidade de uma rosa? Nenhuma aparentemente. Mas porque plantamos rosas?! Não seria porventura bem mais útil plantarmos couves e batatas, que nos dão de comer?! É porque também responde a uma necessidade que o fazemos: porque torna a nossa vida mais bonita. Por isso vamos também a concertos de música clássica ou colocamos um belo quadro na parede. Na realidade, parece assim que há uma utilidade, uma utilidade interior. O belo tem a virtude de abrir-nos às nossas necessidades últimas, aos nossos anseios mais profundos. Ele abala-nos, faz com que as nossas defesas caiam.  Edgar Morin dizia-nos que a finalidade primeira da arte é colocar-nos no estado poético , por contraste com o estado de prosa com que as nossas vidas se contam, na soma dos dias. Em certa medida, a arte é

1. Beleza e Contemplação. Espiritualidade moralizante - Carlo Maria Martini

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Um dos poucos autores espirituais que têm sensibilidade para o tema "beleza e espiritualidade" é Carlo Maria Martini, antigo cardeal de Milão: "Não adianta deplorar e culpar todo o mal que há no nosso mundo. (...) Tampouco adianta falar de justiça, de deveres, de bem comum, de programas pastorais, das exigências do Evangelho. Se quisermos falar disso, que o façamos com o coração cheio de ardente amor. Temos de experimentar aquele amor que dá com alegria e que entusiasma; temos de irradiar a beleza daquilo que é verdadeiro e correcto na vida; pois só essa beleza pode tomar conta do íntimo e direccioná-las para Deus". Martini sente que hoje uma espiritualidade puramente ascética ou moralizante não atrai mais as pessoas. É preciso a beleza que as fascina . Martini refere-se à beleza do mundo, do amor, das pessoas que se deixam conduzir pelo amor . Fala da beleza da mensagem bíblica, da beleza redentora, cuja expressão mais radiante foi a do amor por nós na cru

Indivíduo

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Diz-se de indivíduo aquele que não pode ser mais dividido e não sei se o trajecto pode na verdade ser lido como se apenas uma história fosse e não apenas fragmentos de muitas histórias, umas tantas luzes que se somam, intermediadas de tantas penumbras e sombras. Eu peregrino, cajado na mão, por entre montes e vales e só essa continuidade permite dar sentido ao caminho, carregando tudo aquilo que eu sou. Diferente disso, é o acordar diário no trajecto em que o sol se apresenta como repetição, mas em que não há memória, não há apropriação. Nesse sentido, a minha vida é feita de escolhas conscientes, de uma explicação, de um antes e um depois. Há uma intencionalidade e uma direcção. Neste outro sentido, a minha vida são apenas parcelas justapostas que se ligam fruto das circunstâncias e de fugas para a frente sempre que a dificuldade se apresenta: não sou capaz de descer os "vales tenebrosos", porque sem essa ideia de peregrino apenas terá sentido o caminho à beira do rio, sem

3. Of Beauty and Consolation

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It is very interesting to observe how we relate to animals.  I was thinking about which  animal I would choose, if I had to pick one. This came easily: I would pick horses. In Monte Velho, in  Arraiolos, I have dealt with these wonderful animals and from time to time gone trail riding: you can go out into nature, cross beautiful fields, go to lakes and be in this harmony, while you think abour your life. It's a consolation for me. "Of Beauty and Consolation": this time we speak of Jane Goodall. Her afectionate way of relating to  chimpanzees, her stories and discoveries about them, makes me think that actually she is absolutely right when saying that animals too have feelings and are capable of long emotional bonds. Ecology is now in all our political statements. How deep should we think about this? I think it is very important indeed, because a wrong way of looking into things is threatening our planet. In Monte Velho I can observe those northern eur

2. Of Beauty and Consolation

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Something impressed me about Roger Scruton: he was throughout his life a man searching for an ANSWER. He says that he felt himself quite apart from others. You can sense that this longing to arrive HOME, makes him a vulnerable man, someone sensitive and almost an unprotected child looking to rest in his mother's womb (he speaks about a divided and broken house, when he was young, much discussion and misunderstanding). There seems to be honesty in his dialogue: he opens himself and exposes his vulnerability - this is not normal in most adults. You understand that he made a long journey, most of it by himself, lonely, struggling to feel comfortable in his skin and in the world around. It is a testimonial. You don't get better after hearing and seing it. It may open some wounds. All this is because he goes through so many difficult subjects. To have FEAR of living, fear of abandoning a career for instance, or fear of having friends (!), or even of having enemies. Consolation co

A weekend in Oporto

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For Suzannah Reuben, How to get there?  I know you like to travel by train. If you arrive in Lisbon, one of the best ways to get to Oporto is by taking the "Alfa Pendular" in Santa Apolónia or Estação do Oriente. It takes about 2h40 to arrive - this train is comfortable and the landscape is interesting. the train stops in Santarém and in Coimbra and in some other cities and towns along the way. When you are about to arrive in Oporto the train will cross the Douro River by "Ponte D. Maria", where you have a magnificent view over the city and then you will arrive at your destination (Campanhã Station).  Another option to get to Oporto is by plane. Francisco Sá Carneiro Airport is really very modern and has flights  from the whole of Europe. Where to stay? I have some nice places where I like to stay in Oporto, depending on my mood! 1. If you want to be really close to the core of the city (Baixa), stay in the Grande Hotel do Porto ( https://www.gr

1. Of Beauty and Consolation

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In a most passionate tone  George Steiner  elaborates about memory in an interview done for the dutch documentary series "Of Beauty and Consolation". Born as a jew, he is especialy sensitive to the idea that memory is the ultimate salvation of Mankind against tirany. No chains could hold a free mind flying with the richenesses of the human spirit conquests. The problem is that we no longer foster the heritage of Mankind and have no longer a common grammar of western civilization. So, we conclude that our societies are now much weaker vis-à-vis tirany than before.  This brilliant and fascinating cultivated man speakes about the quest for knowledge, his insatiable curiosity since childhood, trying to understand everything and making encyplopedias's-like lists of things. What remains of this conversation is an inspirational way of looking to things, a wisdom that comes from the taste of reading good books; an enlightment of life in general. He presents this painting

Depois das férias

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Regressado a Lisboa após uns dias em Arraiolos com o Nuno, a Guiomar e o Bruno, parti para S. Miguel nos Açores. Os dias passados no Alentejo foram repletos de boas conversas.  Sentávamo-nos no terraço e as palavras vinham como cerejas. Não me lembro já bem de que temas falámos. Uma das coisas de que falámos foi sobre o que faz de uma pessoa um bom matemático e o Bruno disse-me que uma das características é a persistência em resolver problemas. Disse-lhe que me lembrava de "ter perdido o pé" quando tivemos um professor no Planalto que não era lá muito exigente (o "Paizinho") e depois apanhámos um professor bem diferente no 8.º ano (o Vítor Cunha).  Um advogado é uma pessoa que resolve problemas também. O Bruno e a Guiomar falaram da descoberta dum livro de Arquimedes, da descoberta também dum instrumento no fundo do mar dos romanos  que funcionava tipo relógio.  Falámos sobre muitas coisas, até sobre o Pecado Original...imagine-se! Um dos temas de

BuRRocracia

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1. Diz-nos Hugo de Azevedo nas suas "Lições do burro" (Quadrante, 2014, S. Paulo, Brasil): ". .. É muito antigo o hábito de extrair dos animais lições para os homens. E com toda a razão, visto que, além de sermos seus irmãos, como criaturas de Deus e eles nossa companhia nesta vida terrena (e quem sabe se na outra), foram feitos de tal modo que nos servem de caricaturas. Por mais estranhos que se nos apresentem, há entre eles e nós semelhanças cómicas, directas, subtis ou brutais, que nos interpelam ". A imagem do burro está carregada de sentidos. Creio que na maior parte das vezes de carga negativa. No entanto, se pensarmos bem, o burro é um animal que nos pode inspirar simpatia: é um animal esforçado, humilde, cumpridor - se bem que com o seu "feitiozinho"!  Vários autores no passado já exaltaram a figura do burro. Josemaria Escrivá na santificação do trabalho - não sem bastante humor a ele recorria. Volto às "Lições do burro": "

Num mundo onde os únicos sonhos permitidos são os que se podem comprar

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"Num mundo onde os únicos sonhos permitidos são os que se podem comprar, a felicidade passou a ser apenas um atributo da posse. A realização pessoal, que é - ou deveria ser - o caminho de qualquer vida, já só consiste perversamente na resignação e na sujeição. Realizo-me adaptando-me, executando os gestos dos outros sem nunca me interrogar. Realizo-me, não me realizando, porque a sociedade não me permite mais nada, porque só tenho duas pernas, curtas, e não vejo asas a despontar em parte alguma do meu corpo. Mas será mesmo assim ou será apenas um álibi, uma forma de preguiça mental? Basta parar por um instante e observar o mundo da natureza que nos rodeia para se ver que tudo fala da gratuitidade inquietante, da fragilidade e da beleza das formas vivas. Embora tentemos viver em caixas hermeticamente fechadas, o mistério resplandece à nossa volta e sugere-nos o caminho a percorrer. Não existe mediocridade, monotonia. O que existe é apenas o nosso medo. Medo de crescer,

De regresso a casa

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1.  Depois de desembarcado na Gare do Nord e despachadas as minhas malas por um serviço de grumetes, resolvi calcorrear a cidade ao longo do Sena, na demanda da minha morada. Naquela tarde, uma luz agradável dava brilho ao edificado regular e de singela beleza, nos seus tons ocres. Fui então invadido por uma paz interior e um contentamento transbordante, espelho desta cidade de Paris, que tem a virtude de arrumar a alma e nos fazer acreditar num futuro radioso. Saltava de alegria e, na verdade, mal pude contê-la se não no final do dia, quando me sentei na escrivaninha da minha água-furtada, para escrever a meu querido pai: chegara bem, sentia-me nas nuvens!  Aqui, uma nova etapa da minha vida se abria, e não esperava nada menos do que me tornar no pintor que sempre em mim falou mais alto e que todos os meus gestos desde os meus 7 anos apontaram que me tornaria. Iria estar então entre os melhores. Mas isso não me assustava porque eu não escolhera uma ocupação. A pintura, o dese

Os véus de Lisboa

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O Príncipe de Lampedusa escreveu o seu Leopardo como testemunho dum mundo desaparecido: a sua Sicília que a destruição da guerra e uma nova geração de dirigentes veio mudar para nunca mais nada ser igual. As leituras sobre Lampedusa e sobre a Sicília têm o condão de em mim me fazerem amar mais estas cidades antigas como Lisboa. Há também em Lisboa um fundo antigo, um quê de passado que subjaz ao nela nos passearmos. Os seus telhados e o Tejo sempre cambiante, recordam-nos que é uma terra de chegadas e partidas, que é uma cidade portuária, que evoca lonjuras: tanto as geográficas como as lonjuras dos tempos antigos. Esses telhados são as velas das embarcações que se fazem ao mar. Ontem, pelo Chiado percorria os livros dos alfarrabistas. Fixei-me num livro que evocava o Chiado de antigamente. Muito mudou, mas ainda se encontra algo desses tempos, uma certa classe e distinção. Basta-nos entrar naquelas salas chiques do Turf e tentar-nos transportar para esses tempos, ou mesmo avi

Tom Sawyers advogados e a alegria

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Quando alguém disse que aquele jovem se tinha tornado advogado, ninguém queria acreditar. Era dos tais que não parava quieto, que andava sempre a inventar aventuras e que gostava muito mais de explorar rios e canaviais, do que estar sentado no espaço confinado duma sala de aula. A questão mais importante a colocar era a de saber se esse seu "adestramento" tinha sido feito à custa de castigar os seus ímpetos libertários e de os sujeitar à disciplina férrea, ou se antes advinha de um crescimento interior: o mesmo é perguntar, se seria tal qual leão enjaulado, que ansiava o dia em que poderia correr pela savana, ou se se mantinha uma pessoa alegre, feliz. Há pessoas que estão bem diante do papel, sentados à secretária. Que sempre foram pessoas concentradas. Num extremo, estas pessoas são "amorfas". Sid, o irmão de Tom era mais assim. Há outras pessoas que estão bem no mexer-se, que não conseguem estar paradas. Num extremo estas pessoas são "hiper-activas

A (i) lógica da super-abundância

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Na natureza podemos comprazer-nos com a abundância do dom. Ela dá-se-nos toda - sem que o mereçamos. Lembro-me dum dia de Agosto em que empreendi a descida para a Fajã do Santo Cristo, na ilha de S. Jorge e senti-me tal qual Adão no Éden. Passeando num jardim, observando as árvores e as flores, inalando os perfumes que umas e outras exalam, os verdes e o colorido dos frutos, ouvindo e vendo os passáros saltitando e brincando aqui e acolá, sobrevem-nos um bem que nos enche de alegria. Quiseramos nós que toda a nossa vida fosse esse doce percorrer dos jardins, essas sombras fresquinhas de Monserrate. A nossa alma pode ser isso. Esse jardim florido.  Super-abundante. Esse recorte de belas espécies, essas gotas que respigam, brincalhonas, da bica d'água. Ter um jardim. Para correr. Largar-se por essa inclinação toda daquele relvado frente ao Palácio onde está a grande auraucária. Chegar ao lago. Ou entrar ao portão e enveredar pela esquerda - e chegar àquela grande cascata,

O Personalismo, a Europa e os sentimentos de pertença

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Entre a desesperança (na realidade, ele chama-lhe  "desespero") e a esperança ("Fala-me da tua Esperança",  1.ª ed. - Porto : Ambar, 2002. - 192, [1] p. ; 23 cm. - (Simetrias). - Tít. orig.: Dis-moi ton espérance) , Guy Coq apela-nos para a aposta radical na esperança.  Descorrendo pelas experiências do século XX, período que criou várias utopias, a maior das quais a do comunismo, apresenta um futuro aberto em que o mito de Sísifo é uma possibilidade sempre à espreita. Contrapõe assim à utopia positiva, a utopia negativa: o mal que nos poderia suceder e que nos pede a estarmos atentos.  A cultura do empenhamento, do compromisso, não é estranha à constatação de que estamos todos no mesmo barco e que o Catolicismo da 2.ª metade do Séc. XX propôs (o Personalismo nesse sentido é uma antropologia que continua a fazer que pensar). O fim das grandes narrativas, levou-nos a um desacreditar numa explicação racional do homem. Vem isto a propósito das recentes ele