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A mostrar mensagens de Março, 2010

Bullying

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Notícia da Lusa (segue-se nosso comentário) Violência escolar: Governo avança com a tipificação do bullying como crime O Governo vai avançar com a tipificação do bullying como crime no âmbito da violência escolar, acompanhando uma proposta da Procuradoria-Geral da República, disse à Lusa a ministra da Educação. Em declarações à entrada para a Comissão de Educação da Assembleia da República, onde está hoje à tarde a ser ouvida, Isabel Alçada anunciou que os ministérios da Educação e da Justiça têm vindo a trabalhar nesse sentido. "Há vantagem em tipificar e vamos acompanhar essa proposta do Procurador-Geral da República e propor ao Conselho de Ministros", disse à agência Lusa Isabel Alçada. Questionada sobre se o mesmo documento também vai definir as agressões a professores como crime público, Isabel Alçada afirmou que esse já é "o ponto de vista" da tutela. "Temos feito várias consultas e os juristas tendem, de uma maneira geral, a considerar que se trat

Divor amigo

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Peço-te desculpa Divor. És o cão mais bonito e simpático que já tive. Tu e o Chaparro, que Deus já lá tem. Peço-te desculpa por te ligar tão pouco. Tu merecias mais da minha parte. Tens uns olhos nobres. Calmos. Tu és tranquilo. Como é que eu não tenho tempo para ti? Porque é que ninguém te liga? Porque és tão mal amado? Sinto uma pena imensa. Sinto que poderias ser mais feliz. Gostava de ser o dono que tu sonhavas. O dono que sonhavas que irias ter quando pequeno chegaste no dia dos meus anos. O tempo foi passando. E eu sem dar por isso. Ainda me lembro quando estava contigo de me ires tocar com o focinho na porta por fora, pelo jardim, nessa altura já eu tão distraído de ti e mais preocupado em tantas outras coisas. Em estudar sobretudo. Mas era mais não ter tempo interior para ti. Porque se estivesse feliz com a vida teria tempo para apreciar-te e para brincar contigo. Quem não é feliz não é sensível à ternura dum cão que lhe batevà porta. Quem vive ansioso nas afliçõ

Once I had a farm in Alentejo!

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Hoje sentado à varanda e olhando o horizonte que se estendia à minha frente a perder de vista pude sentir que para ser verdadeiramente feliz não precisaria de muito. Bastaria - e aqui o bastaria é uma palavra que reveste algum engano - uma paisagem assim, esta extensão de terra a perder de vista, uniforme de azinheiras e sobreiros, um céu assim a arroxear e tantos passarinhos a voar, num chilrrear intenso, vibrante. Como não sentir a alma cheia, e como não ser sensível a esse extraordinário cenário de uma tarde destas? Não resisti. Pousei o livro na cadeira e fui ter com a manada de cavalos. O pasto de um verde intenso, um pasto cheio de força e vigor. E uma manada de cavalos lindos. Como não podiam ser estes cavalos cavalos calmos e fortes? "Devem ser cavalos felizes", disse para o meu amigo Ricardo que chamei. Fomos depois até junto da barragem. A lua cheia. Mama! "Once I had a farm in Africa". Um passeio a cavalo. Um cavalo como o Pagão. A fazer aquela pass

Medo da liberdade?

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" Basta parar por um instante e observar o mundo da natureza que nos rodeia para se ver que tudo fala da gratuitidade inquietante, da fragilidade e da beleza das formas vivas. Embora tentemos viver em caixas hermeticamente fechadas, o mistério resplandece à nossa volta e sugere-nos o caminho a percorrer. Não existe mediocridade, monotonia. O que existe é apenas o nosso medo. Medo de crescer, medo de nos abrirmos às emoções. Medo de descobrirmos que não há nenhuma jaula à nossa volta, que o que existe é apenas liberdade, ar. E se erguermos levemente os olhos, o espaço infinito do céu ." O Fogo e o Vento, Susanna Tamaro Começo este texto com um texto da extraordinária Susana Tamaro. " O que existe é apenas o nosso medo ". Ontem li parte do clássico livro de Scott Peck "O caminho menos percorrido". Nele ele falava da dificuldade de determinada pessoa em se sentir bem com os horários que fazia no seu trabalho, sentindo-se obrigado a trabalhar

Interlúdios

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Uma semana na neve, em França. Um senhor, Miguel Van Uden de seu nome. Uma conversa interessante no aeroporto com ele e a sua Mulher. Um País em que estamos todos descrentes. Na vida não há nada mais importante que as convicções que temos, os valores que temos. Fazer com que a nossa vida seja uma vida cheia, interessante. Falámos de viagens. Falámos de África. Do Botswana. A separação entre Estado e Igreja. A diferença que há entre os países ocidentais e os países islâmicos: porque é que estamos tão longe uns dos outros? O Magrebe: tão longe e tão distante. No Islão não há separação Estado/Igreja. Na Europa um grande surto de desenvolvimento cultural foi proporcionado pela Reforma Protestante: todos deveriam ler a Bíblia, deixava de haver a intermediação dos padres. As taxas de literacia aumentaram muitíssimo. Há exactamente 100 anos, em Portugal tinhamos 75% de pessoas iletradas. Lembro-me de ler o livro de David Hume “Carta sobre a Tolerância”: não podemos cont

Estádio Nacional

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Com que qualidade está a ficar o Estádio Nacional! Hoje passei pelo Estádio Nacional e fiquei maravilhado com o arranjo dos espaços exteriores e com os largos investimentos que o Instituto do Desporto de Portugal tem lá andado a fazer. É um local fantástico para fazer um jogging. Tranquilo, bonito, com a Mata do Jamor à volta. Corri durante cerca de 1h00. Os campos de futebol impecáveis, a pista de hóquei em campo idem, a pista de canoagem idem. Os jardins bonitos, um circuito de mini-golfe em preparação. Há não muito tempo inaugurou-se um complexo coberto de ténis ao melhor nível internacional. Hoje reparei numa nova esplanada, muito agradável. Dá prazer ver o acréscimo de qualidade. São os arranjos exteriores, os jardins com um enorme aprumo, o cuidado que se vê estar-se a dar a este local. Sim senhor, que bom investir-se em coisas inteligentes. O desporto é muito importante. Para todos!

Les Choristes

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Ontem à noite voltei a reviver a enorme experiência quando vi o filme "Les Choristes". Estavamos, creio, em 2006. Foi dos filmes que mais me comoveu até hoje. Está lá tudo: a dignidade do Ser Humano, a fragilidade, a dificuldade de viver, a liberdade que uns usam de uma forma e outros de outra. Há quem diga que todos os que são felizes são bons, mas que nem todos os infelizes são maus. Aqui reside uma grande lição: aquele Professor não era feliz, mas não deixou de ser bom; Aquele Director não era feliz e não deixou de o fazer sentir a todos à sua volta. Há, antes de mais, algo que recordo: aquele professor e a sua qualidade só foram recordados muitos anos depois do seu Magistério. Quando vimos este filme vemos que aquele homem, aquele professor, merecia ser feliz. Era isso que seria justo. E não deixamos de ficar um pouco tristes ao vê-lo sair da escola, expulso. O que lhe terá acontecido depois? É que é muito pouco como consolo a consciência do dever cumprido. Precisa