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A mostrar mensagens de 2013

Carreiras artísticas

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O meu irmão Vasco vai para o Japão trabalhar para um dos melhores ateliers de arquitectura japoneses, Sou Fujimoto. Admiro-o por ser um rapaz trabalhador e talentoso. A seguir ao Natal irei a Espanha. Andaluzia. Terra de que gosto pela história e pelas suas gentes. Desta vez irei ao Alhambra, viagem tantas vezes adiada. Gosto imenso de viajar.  A viagem abre-nos a mente. Conversava há dias com o Vasco, preparava ele a carta para apresentar à Fundação Oriente a fim de pedir apoio para o estágio no Japão. Dizia ele na carta que a viagem está para o arquitecto, como o código civil está para o advogado. Aprecio deveras estas profissões artísticas, a descontração do arquitecto, o laissez-faire do músico, expressões de quem aprecia bem a vida que leva. Mas a arte não se dá apenas a quem se dedica às tradicionais formas da criatividade. Será - e aqui ensaio uma posição - que se pode ser artista fora dessas formas expressivas?! A descontração dum Nadir Afonso, a sua procura solitári

Beleza

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No assomo da criança que tenta chegar à superfície, rasgando com braços nervosos a massa de água pela sua frente, no nascer acolhido pelo calor da mãe aos seus filhos, envolvendo com um longo braço a sua prole de cabeças nuas e olhos vesgos. Quero cantar os meus passos com música e o tempo com a alegria. Pintar um céu com sonhos e nuvens onde descansar e me deitar. Amar com cuidado, com certeza, com entrega, porque só as mãos gastas são mais bonitas que as mãos de uma criança. Em tudo gasto há beleza. Uma história para contar e um passado povoado de pessoas, de casas, de lugares, de vida com tudo o que ela tem de anseios, de mudanças, de desafios. Mais união que desunião. Praias de ondas grandes e mar agitado, praias de mar tranquilo: em ambas se mergulha e em ambas nos molhamos. Umas vezes temos frio, outras calor. Por vezes temos fome, noutras, temos fartura. Há tempo para nascer e tempo para morrer; tempo para rir e tempo para chorar. O caminho faz-se caminhando, no sol

Maturidade

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Do Dr. Renato, do Brasil, um Advogado-Poeta Maturidade É o tempo quando da procura já se possui o achado. Quando dos sonhos já se tem a direção e das ilusões, a condução. É o tempo pleno do saber, do sentir, do conhecer, quando somos, nós mesmos, a resposta para quase todas as perguntas. É a melhor parte do caminho, lugar privilegiado, de onde ainda se avistam os arroubos da adolescência, e com a mesma nitidez, vislumbra-se a calmaria da grande idade. É quando da balança já se sabe dos pesos e das medidas, porque na convivência da esperança com a saudade, tem-se tanto para esperar, quanto se tem para lembrar. É quando já se pode escolher Com conhecimento de causa E com a segurança do entendimento, Pois que em cada passo a ser pisado E em cada trilha a ser percorrida, Estarão as certezas e a certeza da dúvida E das dúvidas tem-se a exata certeza! Belo tempo! Sublime idade! Madura idade! Maturidade! É a primavera do verão, o outono da primavera, É a mul

Lobo

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Ontem vi um pouco dum programa sobre António Lobo Antunes. Um documentário na RTP2, com entrevistas ao próprio e a outros. Diz que para ser-se escritor são precisas 3 coisas: orgulho, paciência e solidão. Na véspera tinha lido uma pequena crónica dele na Visão em que falava de Melo Antunes, por ocasião da sua morte. Nessa crónica denotava-se um sentimento que me parece muito próprio de Lobo Antunes que é o da camaradagem, algo que será porventura um legado dos anos de guerra que viveu em Angola. Nunca li um livro de Lobo Antunes. Uma falha talvez. É um homem triste, um tanto ou quanto nihilista parece-me. Lobo. Não são eles orgulhosos, pacientes e solitários? 

Looking by the corner of the eye to Amalia

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In the fresh of this morning, I realize that one whole month was spent in the dificult waves of a stormy see, proud nonetheless by keeping the hand tight on overmounting them. Many miles won to the dreadful see, only standing for as Pessoa would say " and more than the monster that my soul fear and dwells in the dark of the end of the world, commands the will, that binds me to the helm, of King Don João the Second ". Finantial contraints, relational setbacks, a weary agenda of professional responsabilities leaving me in Lisbon the whole month; faith and literature have been saving me. But nothing is better than friendship. Father Damaso Lambers. And Joaquim Mendia with his sober style, and his character. Two older friends of mine. One month. August 2013. Yesterday went to a bookshop and spent almost one hour reading the story of Peter Drucker's life, the father of management. A brilliant man with a desire for knowledge (wisdom?!). A great example of someo

Italia forever

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Have you imagined you traveling through the space?! Did you imagine where would you go? Where would you stay?! Men of different latitudes have talent, no place remains alone in the podium. Rome indeed, why not also Stockholm?, why not also South Spain and Aix-en-Provence in France?! Maybe Africa, the savana, the lions and the elephants, the zebras and the girafes. A sunshine in Africa, but why not, just supose - never been there - a beautiful moonlight in the Serenissima: the water shinning, and dinning in the overlooking terrace. It could be in the Serenissima, it could be in any italian village around a beautiful laguna. Italia. North and South. Green and gold, of cipresses and of wheat. Roman. Medieval. Also the Renaissance. More than that, Bernini, the statues of Villa Borghese, the reflexion of ultimate human spirit touch, the reflexion of human desire. Also a walk through Paladio archictecture, by the landscape of the Veneto. Lisbon, a sardine dinning, with good wine, af

Emanuel Mounier e o conceito de pessoa

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Vale a pena meditar: " Uma pessoa é um ser espiritual constituído como tal por uma forma de subsistência e de independência em seu ser; mantém essa subsistência mediante a adesão a uma hierarquia de valores livremente adoptados, assimilados e vividos num compromisso responsável e numa constante conversão; unifica assim toda a sua actividade na liberdade e desenvolve, por acréscimo, e por impulsos de actos criadores, a singularidade da sua vocação."

Por cá

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Rui Rio, deu uma boa entrevista esta semana. Frontal, verdadeiro, com coragem. Gostei de ver e ouvir. Com os 2 pés no Porto, ficou e não usou o mandato para ambições políticas e voos mais altos. Diz que na política se ganha mal, pois é, ganha-se mal e dá muitas dores de cabeça. Por isso são poucos os que querem ir para a política com boas intenções. Sobre um tema à margem disto, é uma vergonha ver como a generalidade das Câmaras Municipais trabalha. Esta semana tive mais um exemplo disso, neste caso ligado a um assunto de família e com o excelente legado que um tio meu deixou à Câmara Municipal de Cascais: andam há mais dum ano a adiar sistematicamente as datas de abertura das obras da Casa Museu Condes Castro Guimarães porque a Câmara tem que lançar concurso público para adjudicação das obras. Ora depois de mais dum ano nisto, chegámos agora perto da data que nos tinham dito que iria ser a inauguração e informam-nos secamente que afinal não se apurou nenhum empreiteiro. E isto tudo

A alegria de escrever

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Com a voz nas pontas dos dedos, descorrendo pelos acontecimentos dum mês, é tanta a vontade de implicar-me na "folha de papel" como a dum barco a chegar a porto seguro, verdadeira amarragem dum coração agitado. Todos nós sentimos a necessidade de sermos únicos, de sermos amados, de não sermos simplesmente mais um entre a multidão. E é isso que muitas vezes temo, de não ter a força para que o meu olhar seja um olhar próprio, de não ter voz própria e, mais grave, de não conseguir amar. Em alguns dias de paragem, no Norte, em Soutelo, pude de facto parar. Foi bom ter encontrado pelo caminho, a Maria Ana Fonseca, uma rapariga esperta e viva, cheia de entusiasmo. Este mês foi também uma oportunidade boa para voltar a reencontrar o Zé Frederico e a Nani. Convidei-os para minha casa. A Nani é uma pessoa muito amável e que pensa muito nos outros. Na semana passada o Zézinho (Zé Frederico) convidou-me para ir com ele e o seu tio José Paulo andar de catamaran na barragem de

3 horas por dia

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Tenho imensa pena de ter actualmente tão pouco tempo para me dedicar às coisas das coisas de que gosto mais que é de ler e escrever. O meu dia-a-dia tem sido tão cheio de coisas chatas para fazer - papelada e papelada - que não tenho tempo para quase nada. Eu que adoro ser um bocadinho filósofo, gostava imenso de ter pelo menos 3 horas por dia para me dedicar a estudar, a ler e a escrever. Sinto que ter esse tempo é ser realmente surtudo, mas infelizmente não consigo. Embora seja assim, tenho tido algum tempo para ler alguma coisa, o que já não é mau. Talvez no próximo mês tenha possibilidade de conseguir ter um bocadinho mais de tempo. Gostava imenso de ter as tais 3 horas para me dedicar a melhorar o livro do Tivoli, nomeadamente para investigar na Cinemateca! Ora fica aqui a intenção pessoal de tentar arranjar um bocadinho mais de tempo para isso.

No espaço público

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A grande tibieza que cometem os ricos e poderosos é que eles se afastam do espaço público, permitindo que sobre eles recaia a suspeita de "panelinha".  Gandhi falou dos pecados sociais e um deles é o da riqueza sem trabalho. Ao se afastarem, querem eles dizer que têm vergonha, que têm algo a esconder? - por vezes parece. A expressão do humano completo é a de se dar e apresentar no espaço público, tal como no espaço privado cada um se dá aos seus. Pode viver-se no espaço privado apenas - ou num conjunto de espaços privados com mais ou menos dimensão, mas sempre privados, o que vai dar ao mesmo: círculos fechados, sempre. Limitam a expressão do humano, que se dá e apresenta restritamente. Admiro pois figuras públicas como Gonçalo Ribeiro Telles, que não esconde um tradicionalismo filosófico numa expressão apenas privatística, algo que poderia ser expressão duma limitação de círculo e de acidentes de percurso e recalcamentos. A sua posição é de base filosófica existencial

O Gosto do Outro

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Ontem conferência com Manuela Silva e José Tavares a propósito de livro "O Sentido do Outro", reflexões de uma professora de origem uruguaia do Institut Catholique de Paris à volta da economia e teologia. José Manuel Tavares: a queda do Paraíso obrigou-nos a viver em economia. Assim convivemos entre flores e animais e... multidões. Já não na abundância ilimitada; vivemos na escassez de recursos e na troca a que ela obriga. Esta interdependência, que nos obriga essa mesma escassez é paradoxalmente o que de rico tem a economia: a riqueza da economia vem precisamente da sua escassez. Um alemão, na assistência, contou que após a queda do Muro de Berlim, chegou-se à conclusão que os laços entre as pessoas eram mais fortes na Alemanha de Leste, uma economia da escassez, do que na Alemanha Ocidental, uma economia da abundância. Curiso, hem?! Porque é que mantemos, como referiu Manuela Silva, o paradigma da crescimento económico, baseado em fórmulas como a do PIB? Seria import

Onde é que eu já vi esta história?

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Guardian Weekly, 30 de Abril 2013 Although he is rich with 25 years of experience as mayor of Albaret-Sainte-Marie, a little town in the wooded hills of central-southern France, Michel Therond gets advice from the bureaucrats in Paris almost every time he opens the mail. One day's delivery brings a directive stipulating that the sidewalks must be widened to permit two wheelchairs to cross paths easily. Another says the school cafeteria must be made accessible by elevator. Trees must be trimmed of branches two metres up their trunks, and only government-certified technicians can change a lightbulb on city property. "We are being strangled," Therond complained, sifting through a pile of rules and regulations on his desk that he largely ignores – and many of which he does not even understand. France and its southern European neighbours, such as Italy and Greece, are increasingly being buried in such norms, rules and directives. In the past two decades, the num

Poppy Day

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Em Novembro estive em Londres, cidade onde não estava desde os tempos da faculdade. Logo no 1.º dia fiquei surpreendido por um acontecimento que une todos os britânicos que é o chamado "poppy day", o "remembrance day". Os britânicos dão dinheiro para ajudar as instituições que servem a sociedade nos mais diversos domínios. Eu e o meu irmão Quico vimos marcharem centenas e centenas de pessoas pertencendo à mais variadas instituições, desde ong's, passando pelos bombeiros, pela polícia, por associações e exército. Uma idéia óptima que poderia ser reproduzida em Portugal.

Assim em Nápoles como no Céu

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Da Rua de S. Bento, passando a curva do Parlamento, a Lisboa suja e bonita, a Nápoles grande e velha, o Porto de Lisboa, os cruzeiros que atracam e o estrangeiro que passa, rumo a essa cidade ponto de passagem, de negócios napolitanos e impérios ruidosos que marcham sob a Pax Caesar: estou em Nápoles. Nesta cidade de cheiros a frituras e gordura, cheia de "ordure", não se percebe se é desleixo, mas o lixo varre as portas das casas. Mas nessas colinas, nessas rampas inclinadas, um lindíssimo palácio ocre confunde-nos a vista e recorda-nos outros tempos, em que se usava comerciar tabacos e café. E uma certa bandeira italiana, que cruzei, ali na Rua do Salitre - que nome melhor haverá do que rua do Salitre?, é mesmo um nome bonito - confundiu-me mesmo, ou disse-me antes que o sonho que tivera fora verdade. Na memória, na subida, Sérgio Varella-Cid, talvez aquela casa nobre, bem estragada pelo tempo, a ruidora do tempo, que tem feito desta cidade, impregnada dessa gordura e do me

Assim como o Vasquinho...

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De portos agitados, entre cargas que vão e vêm carregadas por estivadores fortes e mal cheirosos, entre Roterdão, Singapura e Nova York, o Britannia of the Seas faz-se garbosamente um e outro dia ao Mar. Às vagas e aos frémitos dos ventos, suas quilhas apresentam-se deslizando como Alicia Markova nos palcos do Royal Albert Hall. Feito nos portos de Southampton, na mais robusta liga de aço, uma ainda jovem Rainha Elisabeth encomendou-o aos perigos do mar, mas "quem nada deve nada teme" e, nessa radiante sede de exploração, cruza oceanos com a boa-disposição de beber uma pint no próximo porto, sentado no pub entre gente ruidosa, ao som de música celta. Assim como o Vasquinho, ali no Brasil.

Campos estéreis

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Nestas searas férteis de  notícias que os políticos nos proporcionam, ouve-se que desta vez o homem não teve bem sorte: - quando começou, há 3 mandatos, não estava à espera de ser o homem escolhido, mas lá ficou com a cadeira. Agora o tribunal diz-nos que acabaram-se as cadeiras, que o homem já lá esteve muito tempo sentado: - nem naquela cadeira, nem em nenhuma por perto. Será que se poderá sentar num banco? Ou terá que ficar em pé, e ir de autocarro? Não, nas notícias dizia-se que o homem podia ir em primeira classe de avião para Bruxelas. Que seria o prémio por ter tido a paciência de, por 3 vezes, se ter sentado numa cadeira de que não gostava. Que voltas pode a politica dar? Não sabemos muito. Quem decide não somos nós, são os senhores que mandam nos partidos. Democracia? Não, verdadeiramente não muita democracia. Se calhar o homem estará muito contente - e, se calhar também, a coisa é mais uma vez a prova de que será um homem de sorte, porque assim terá hipótese de justifi

Remains of the days

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Fica o o gesto, fica o sorriso, fica a palavra de bom dia. Não fica o que não tem que ficar. Fica a música, O que fica de nós, cansados, na agitação das coisas? A pele torna-se mais espessa? - mais insensível? Ou os olhos tornam-se mais aguados? - mais sensíveis? Desta semana fica Bento XVI, fica a voz que ainda é fresca - porque verdadeira, daquele que agradece e que fala com o coração.

Mães!

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Li recentemente um livro interessante, intitulado "How Children Succeed", best seller nos EUA. O autor, um jornalista, num extenso e bem escrito texto, acompanha os mais recentes estudos desenvolvidos sobre como as experiências traumatizantes deixam marcas profundas nas crianças - para toda a vida , e como o enlevo duma mãe pode ajudar a viver essas experiências, indirectamente ajudando a enfrentar o mundo e a não ter medo de arriscar. Nos retratos de várias pessoas marcadas por essas experiências dolorosas, está o sentimento, muitas vezes avalasador, dum passado difícil, feito de pobreza e violência. A irracionalidade do medo, herança genética dos tempos ancestrais do estado selvagem, não é fácil de superar. E assim se explica que a pobreza e a violência, gerem adultos problemáticos: porque passaram da criancice à vida adulta com uma enorme incapacidade de concentração, constantemente perturbados pelas tais sirenes do medo que, a torto e a direito, foram aparecendo, e qu

Antoine de La Garanderie

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A paciência de Antoine de La Galanderie Um homem cujo olhar convencia. Lembro-me dele, ao cruzar-me com ele. A Teresa, porteira do ICP, disse-me que a mulher dele tinha morrido dias antes e que ele já andava por ali, como se nada fosse. Não posso imaginar, contrariamente a ela, o seu enorme sofrimento pela enorme perda. Texte de Thierry de la Garanderie: "Il aimait les chemins de campagne, il aimait s’engager d’un pas décidé, le cœur ému par les spectacles de la nature, l’esprit en alerte et en attente d’intuitions nouvelles. Pour lui le corps et l’esprit étaient inséparables : marcher était penser, penser était marcher, poursuivant des horizons de sens multiples, horizons qui se constituaient peu à peu devant lui, suivant les sinuosités, les contours et les détours des chemins qu’il empruntait. Il y eut ainsi des chemins que plus personne n’osait suivre ; menaient-ils nulle part ? Non ! Ces chemins semblaient obstrués, car on ne les arpentait plus. Notre pens

Interstícios

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Sermos nós próprios, Vasquinho, é o maior desafio de todos. Nunca pretendi ensinar-lhe nada, você é um rapaz sensato, mas não se deixe adormecer porque há que estar acordado. Vi-te crescer, meu irmão e o miúdo que me lembro sentado na cadeira a meter as mãos ao bolo no seu primeiro aniversário - porque não dizê-lo "aniversário"'? - aqui estás grande mas ainda com cara de bébé. És o mais novo de todos, e por isso, em parte és um privilegiado, porque viveste já com muitas lutas ganhas e o caminho estava aberto para ti. Tu sabes o amor enorme que tenho por ti, sinto-te um rapaz generoso e simpático, sem manhas nem truques na manga e gosto de ti assim, e gosto dos teus amigos, também eles rapazes simpáticos e amáveis, tal como tu. E gosto de ti, sem saber muito bem porquê, mas sinto que por ti dava tudo e que nunca te quero ver triste e que isso para mim seria uma enorme tristeza. E sei que nunca assim será porque tu és um rapaz talentoso. Por isso, podes contar comigo,

down the street, Downing Street

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The night is cold and the cars are passing by, tv stands off and carpet glows in ornamental colours: - Hope is there and protects me around the corner. Where the man with the knife strives, this shadow of benevolence strolls just behind, and keeps me in unbreakable shield. For today I know the value of things, and no robber stabs the one who sees the light in the night. Let him stand there, for I go just round him, and where he says in a compromised voice: good-night (and tries to take out the knife); I say in happy way: good-day! ... and keep on, down the street, Downing Street.

Hamburgueres 4 all

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Há dois dias, quando chegava a casa após um dia de trabalho intenso ligo a televisão e enquanto ela ainda apenas debita som e imagem, vou à cozinha e abro o frigorífico: a minha mãe deixara-me uma saladinha de massa e camarão! Volto à sala e no Odisseia um documentário sobre a América - título exacto ainda não claro -, falando de Tocqueville, aborda essa sociedade e os seus hábitos. Quando a minha atenção se prende compreendo que o que se trata: é da questão do individualismo, pegando exactamente sobre a vertente dos hábitos sociais e das famílias. A vantagem do capitalismo, dizia-se, estava precisamente na liberdade que confere aos indivíduos. Na América pós-guerra há um crescimento da indústria automóvel, expoente máximo desta filosofia de vida. O programa acaba por se revelar mais interessante ainda porque tem que ver com os hábitos alimentares e com a questão, muito singela, das sandwiches. Perguntando a um americano o que é uma refeição ele dirá que é uma sandwiche com alguma

Os afectos

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Desde que me lembro fiz planos na minha vida: quando era novo e estava de férias fazia planos para os dias que se seguiriam. O mais difícil para mim é concentrar-me num plano e levá-lo do princípio ao fim. Confesso que já fui pior nesse capítulo e consegui, nomeadamente, acabar o projecto do livro e os projectos dos estudos - que não foram fáceis. Mas o que para mim também é importante é que, ao longo dos projectos, também beneficie um pouco do caminho, que goze o caminho. Há poucos dias a Léa abriu os meus olhos para este aspecto: como é importante que não seja só aquela tarefa a fazer, mas que se goze a tarefa. Verdadeiramente as pessoas que estão apaixonadas por aquilo que estão a fazer, vivem esse encantamento que acaba por ser transbordante e contagiar os outros. Esse grande sonho para a vida - curioso que o Quico, meu irmão me falava disso no carro, enquanto vínhamos do Alentejo - não é ser rico. Não é mesmo porque o ser rico é um reducionismo da vida que a empobrece (pa

Crónica do Tempo que Passa

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Uma pessoa verdadeiramente apaixonante este Pe. Dâmaso Lambers. Nos seus 82 anos de vida, uma dávida permanente aos outros, uma entrega amorosa sem fim. Gosto dele porque nele é tudo autenticidade, boa disposição e alegria. É raro encontrar alguém assim, mas sinto que só quando vou a uma missa dele é que estou numa missa. As dos outros padres ficam sempre secundarizadas, a dele é que é. Todo ele irradia amor. É um homem inteligente, um excelente conversador. Na já sua longa vida conheceu Ministros de Salazar, grande empresários, famílias grandes, escritores - no outro dia soube que tinha conhecido bem Vitorino Nemésio, advogados, juízes, etc. A sua vida tem sido as cadeias, lidar com os mais marginalizados da sociedade, com os próprios "marginais". Fá-lo há mais de 50 anos, diariamente. Gosto muito de conversar com ele e caminhar com ele na fé. Tenho a agradecer os meus amigos, sobretudo as óptimas boas amigas que tenho. Elas são fantásticas. Agradeço também pelo