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A mostrar mensagens de Abril, 2018

Dar vida

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A matéria no contacto com o ar tem tendência a se decompôr. A vida biológica, na sua minúscula dimensão, não descortinável a olho nu, está em permanente mutação. O ciclo da vida é a história da constante decomposição da matéria e o seu renascimento em novas formas. A vida é um pulsar dinâmico, um palpitar. Um balanço. Um frémito. A respiração, que alterna inspiração com expiração. Creio que tudo aquilo que nos faz bem corresponde a uma tendência que devemos cultivar. E este princípio de natureza biológica vale tanto para a orientação do que fazemos para nos proteger dos elementos da natureza que nos agridem, como o frio ou o calor, como também no que respeita à forma como nos relacionamos: aquilo que dá vida nas relações entre nós corresponde a destrinçar e a pesar o que é bom e o que é mau. Por essa razão, sempre apreciei nas pessoas o sorriso, que é o convite ao outro e nunca gostei de pessoas carrancudas. Ontem, indo sentado no banco de trás dum táxi, cruzei-me com uma traseunte

Eu pedi...

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"Eu pedi forças e Deus  deu-me dificuldades para me fazer forte. Eu pedi sabedoria e Deus  deu-me problemas para resolver. Eu pedi amor e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar. Eu pedi favores e Deus deu-me oportunidades. Eu não recebi nada do que pedi, mas tive tudo o que precisava..."

Sustentabilidade e Diversidade Social em Lisboa

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No espaço de qualquer cidade colocam-se questões de diversidade e coesão social. Uma cidade que seja espaço onde seja possível a convivência na diversidade é naturalmente mais rica e mais resiliente.   Antes de mais, deve partir-se do rico tecido social de que a cidade é composta e ter bem presente que o ADN da cidade é a rede de afectos e de solidariedades existentes. Potenciar a coesão social, atrair e fixar a população jovem, atender às necessidades das comunidades e às necessidades dos mais frágeis como da população idosa em crescimento, pede respostas integradas e imaginativas que apelam às capacidades de mobilização de todos enquanto sociedade. Por outro lado, a “cidade” extravasa a autarquia e isso requer políticas de coesão entre zonas efervescentes e zonas de vocação residencial. Mobilidade, habitação e emprego viabilizam a coesão social e implicam que se pense na cidade metropolitana. 1. O ACESSO À HABITAÇÃO Mercê de vários factores, Lisboa tem sido ao longo do t

Crónica do Tempo que Passa

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1. Uma semana depois do Domingo de Páscoa, chove em Lisboa cumprindo-se o velho provérbio de "em Abril águas mil".  2. O Presidente da CM de Lisboa, deu uma entrevista no Diário de Notícias/TSF, que acabei há pouco de ler na sua versão escrita. Uma grande entrevista em que Fernando Medina, passa uma a uma as grandes questões que Lisboa vive: desde o turismo (que considera trazer impactos amplamente positivos do ponto de vista do emprego, do investimento, da reabilitação urbana e da economia da cidade e a necessidade de uma oferta diferenciada e qualificada que se assuma como uma aposta estruturada e não meramente circunstancial como motor da cidade, passando pela necessidade de trabalharmos por uma diversificação da base económica da cidade (com cada vez mais serviços qualificados), até às questões da habitação e da urgência em encontrar formas de incrementar o seu acesso a preços moderados e aos também prementes desafios na área da mobilidade. Parecem acertadas as s

A beleza da natureza cura-me

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Quando vemos a beleza da natureza à nossa volta parece que a nossa alma se encontra com ela mesma. Não tive muito tempo para desligar este fim-de-semana, mas um passeio ontem depois do almoço pelos campos do Alentejo, um passeio sem pressas e para poder contemplar soube-me como um copo de água no deserto.  Lembrei-me de Juhani Pallasmaa dizer-nos que para se sintonizar consigo mesmo, precisa de passear pela floresta na companhia da sua mulher. Onde se sente em casa é com os seus livros, com os  autores amigos - com quem pode conversar mesmo se morreram há muito tempo. Mas precisa da natureza para se encontrar. Talvez porque sou uma pessoa introvertida, reflexiva, preciso mais destes encontros com a natureza. Provavelmente há muitos que não me perceberão, que acham que a necessidade de estar só é uma fuga. Eu tenho essa necessidade. Ontem, depois do almoço, precisei de dar esse grande passeio a pé. Fui até uma grande lagoa, dei a volta à lagoa.  Fora da cidade, no verde da paisag