Que fazes tu no céu, ó lua? José Tolentino Mendonça Um dos filósofos mais originais e discretos do século XX, o russo Pavel Florenskij, escreveu: “A nossa vida escapa-nos como um sonho, e é possível não chegar a tempo de fazer coisa alguma neste breve instante que é a vida. Por isso, é necessário aprender a arte de viver, a mais difícil e a mais importante das artes: a capacidade de conferir a cada hora um conteúdo substancial, conscientes de que aquela hora não tornará jamais .” Pode, de facto, acontecer-nos “não chegar a tempo” até porque, precisamente o tempo, é uma alta febre que nos toma e que, não raro, nos atira borda fora da nossa própria embarcação. Desde que ganhámos consciência de que estamos dentro do tempo, de que somos seres amassados na argila do tempo, deixámos de ter tempo. A nossa vida, quase por completo, está destinada ao fazer e ao produzir , a essa luta certamente áspera, monótona ou dilacerante, mas também apaixonada, envolvente e, à sua maneira, vital...
Comentários
Tive a oportunidade de folhear o seu livro e desde já os meus parabéns pela escolha gráfica, está muito bonito e apelativo... as ilustrações em fundo branco enaltecem as cores vivas, sendo até possível vislumbrar os movimentos...
Através da temática é possível uma reestruturação do que nós, pessoas comuns, pais, professores,... pretendemos e temos em conta como uma educação saudável. Permite-nos reflectir.
Os meus parabéns
À medida que a leitura ia avançando, ia crescendo, em mim, um questionar constante, aparentemente simples, mas tantas vezes difícil de responder…Todos os conteúdos teóricos apresentados e fundamentados, ao longo do livro foram obviamente importantes… mas foi a simplicidade, o envolvimento e o pensamento reflexivo de quem escrevia, que diferenciaram este livro de tantos outros, tornando-o tão significativo.
Obrigada por esta partilha, por este “olhar” crítico e curioso de quem procura ver, viver, entender, integrar e mudar a “Educação Hoje”… Obrigada pela simplicidade de reflexão; pelo espírito optimista, tão importante nos tempos que correm; pela transparência humana e, até mesmo, por uma certa irreverência com que procurou entregar-se a este livro e à sua grande e importante temática envolvente.
Foi bom sentir que não caminhamos sozinhos e que, fugindo do perigo das ilusões das utopias, procuramos dar passos significativos, nesta inquietante vontade de “Ser Mais”… que está para além dos conteúdos, das metodologias, das pedagogias e que rompe com estruturas lógicas existentes… mostrando-nos que Educar é o encontro de duas liberdades… e esse é, sem dúvida, o maior e melhor desafio, a que somos chamados…
Obrigada
Maria
Em alguns parágrafos senti que estava a entrar e viver situações muito estimulantes, exemplos esses que ajudam a desenvolver os conteúdos pretendidos, mas fica-se com vontade de interiorizar mais, isto é, tantas vivências..., que o livro "sabe" a pouco, deixando espaço para colocarmos as situações do nosso dia-a-dia e tornando-o maior...
Assim, aproveitamos e "saboreamos" o que já temos, agradecendo e ficando na expectativa... sendo que ler também nos ajuda a ser tolerantes e ouvir o eco das frases...
bom trabalho, parabéns!
j