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Marcos da História de Portugal

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MUITOS POVOS Há traços de ocupação humana muito antiga em Portugal (p. ex. no Alentejo, o megalitismo de Almendres com os seus cromoleques; ou as pinturas rupestres no Escoural, também no Alentejo, ou as de Foz Côa, no Douro). De acordo com investigações recentes, desde a 2.ª metade do II milénio a.C. há invasões sucessivas de povos de língua indo-europeia; estabeleceram-se mais tarde também povos do Mediterrâneo Oriental. No I milénio a.C. uma população da Anatólia aqui se instala e, no mesmo período, os celtas, trácios e outros povos. Ao contrário de certas ideias largamente disseminadas, não está comprovada a permanência no nosso território actual de certos povos como os gregos, os fenícios e os cartagineses. Aqueles que mais atenções requerem são os romanos que permaneceram em Portugal por mais de 500 anos. Todo o Mediterrâneo chegou a estar a ele submetida e, no período de sua maior extensão, chegou-se à Grã-Bretanha e à Alemanha, assim como ao Mar Negro. A importância da...

As Três Partes da Moral *

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" ... Now let us go a step further. There are two ways in which the human machine goes wrong. One is when human individuals drift apart from one another, or else collide with one another and do one another damage, by cheating or bullying. The other is when things go wrong inside the individual - when the different parts of him (his different faculties and desires and so on) either drift apart or interfere with one another. You can get the idea plain if you think of us as a fleet of ships sailing information. The voyage will be a success only, in the first place, if the ships do not collide and get in one another's way; and, secondly, if each ship is seaworthy and has her engines in good order. As a matter of fact, you cannot have either of these two things without the other. If the ships keep on having collisions they will not remain seaworthy very long. On the other hand, if their steering gears are out of order they wil...

"O Fundamento da Moral e a Nova Encíclica" *

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... A especificidade filosófica da moral consiste em situar-se ao nível do fundamento prescritivo da moral: qual é o sentido da norma moral, do dever moral? ... Paul Ricoeur - a articulação da universalidade da lei e da particularidade da acção concreta é tarefa da sabedoria prática... ... O problema ético apresenta-se como o da hierarquização dos fins... ... As finalidades encaixam-se como bonecas russas, de tal modo que são as finalidades mais envolventes que fornecem o sentido ético primordial. É ético todo o agir que realiza o eu na linha das suas possibilidades mais autênticas... ... Tu - não faças ao outro o que não gostarias que ele te fizesse. Acrescenta-se portanto uma nova versão do imperativo ético: a tarefa de realização do eu não pode efectuar-se com prejuízo do outro... ... O terceiro momento da fundamentação ética alarga as perspectivas dos dois primeiros para incorporar a presença de todos os "outros" que nunca poderemos conhecer ou com os quais nu...

Os Novos Povos

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O Reino de Portugal tem a sua origem remota nas lutas da reconquista cristã do sul da Europa. Os inimigos de vários séculos são os povos islâmicos, e é na obediência ao Papado, como reino cristão, que Portugal se constitui. Assegurada a paz com Castela, o movimento dos Descobrimentos no séc. XV, de que Portugal é o pioneiro, vai acusar esta génese – é o espírito de cruzada contra os infiéis. Estes hão-de continuar a ser os antagonistas, a representar o perigo. O grande impulsionador deste movimento dos Descobrimentos, e o seu responsável até 1460, é o Infante D. Henrique, um príncipe cristão devoto. Sob a sua égide, novas terras do Atlântico e da África Ocidental vão ser descobertas e indo-se pela primeira vez ao encontro de povos negros já não islâmicos. Será que se dilui essa atitude de hostilidade ? De guerra ? - não estamos já frente ao inimigo tradicional que eram os « infiéis »… Antes de mais, a antropologia da época - ainda não capaz de absorver as novas situações -, nem se...

Open eyes

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Cega, surda e muda. Assim ficou Helen Keller nascida em 1880, saudável, depois de aos dezasseis meses adoecer com febres muito altas. Certo dia passeava com a sua tutora, Anne Sulivan. Quando passaram por uma fonte Anne pôs a mão de Helen debaixo de um fontanário que jorrava água fresca. Ao fazer isto, escreveu, letra a letra, com um dedo seu a palavra W A T E R na palma da mão de Helen. Ela sentiu uma alegria imensa ao poder relacionar as duas coisas. Sentiu prazer nessa relação, sentiu prazer por essa ligação que se fizera. Atribuiu sentido a essa acção e, a partir dali, não mais parou. Nesse dia aprendeu 30 palavras.

"Sê 1 filosofo, mas...não deixes de ser um homem"

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Hans Holbein, o Moço Os Embaixadores, 1533, óleo e têmpera sobre madeira. National Gallery, Londres – Inglaterra "O mero filósofo é um personagem que em geral não tem muito boa aceitação no mundo, pois supõe-se que ele em nada contribui para o proveito ou prazer da sociedade, na medida em que vive longe da comunicação com os seres humanos e se encontra enredado em princípio e noções igualmente distintas da sua compreensão. Supõe-se que o carácter mais perfeito está situado algures entre esses dois extremos, mostrando a mesma habilidade e gosto pelos livros, pela convivência e pelos negócios, revelando, na conversação, aquele discernimento e delicadeza que brotam da familiaridade com as belas letras e, nos negócios, a probidade e o rigor que são o resultado de uma sâ filosofia. Parece, então, que a natureza indicou um tipo de vida mista como o mais adequado para a raça humana, secretamente advertindo-a de que não deve permitir que qualquer dessas inclinações se imponha ex...